segunda-feira, 12 de março de 2012

De uma noite sem fim

Só para saber. A noite é baixa:
A solidão se faz minha companheira
O mundo, mesmo com vida, é morto.
Em saber que, mesmo perto, estás longe,
Tudo é dor.

O vento!? Esse não é amigo:
Abraços frios, secos e sem tom.

As nuvens fecham seus olhos para mim;
As estrelas se escondem para rir de tudo.
Mas tenho olhos, tenho esperança:
Cada malvado passo que ouço não é o seu - Maldição! 
No entanto, o fogo de sua memória é tolo:
Faz-me resistir.
Insisto; sei que não é bobagem; não vou desistir. 
Enquanto você, ao menos em minhas memórias sorrir,
Serei todo, serei fogo, terei asas: serei seu.

Teatro Nelson Rodrigues,
onde minha vida não vivi.
Mas, ao mirá-la outra vez,
Minha morte morrer eu senti.
E se isso é tudo? Não 
Tal palavra foi feita só para ela.

Um comentário:

  1. Romeu, Romeu! Ó Romeu, por que escreves tão triste, Romeu?

    ResponderExcluir