segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Deixe (Laissez)

Deixe-nos só por um instante,
E verás o quanto é feroz
Este amor ardente e constante
sedento de tempo, mas de grande voz

Deixe-nos só por instante
E verás a resposta que é:
No mais profundo dos mares,
Esse gigante da pé.

Deixe-me só por um instante
E verás como posso morrer
Cismado, doído, vagante
Numa guerra que quero perder

Escravo, teu, amigo e amante.
De amores mil
E se queres sentir isto - intenso e sutil -
Deixe-nos só por um instante.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pour un ami

Au milieu de la hâte e à la fois errance 
Les hommes ne trouvent pas ce qu'ils cherchent 
Le bonheur dans cette vie simple, 
La vie est de l'eau dans le puits dans le désert
Faites votre papier

Pas de raison d'être triste de quitter
Je vais avoir le sourire,
sera mon cadeau pour les étoiles 
Pour tuer le désir de voir le ciel
Regardez-moi dans les étoiles
Vous ne savez pas qu'elle est la mienne 
Alors, je vais être tout sourire pour vous.

Libre de cacher la vérité de touts les choses
Si vous me demandez,
regarde les étoiles est mon bonheur
Je pense que la plupart sinon la totalité, comme c'est
Agent imaginer
Le sourire dans le ciel devient larme 
Ce n'est pas bon
Si vous revenez, faites le moi savoir.
   
  

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Malandro também se perde

Estou me perdendo do meu próprio passo.
Estou desnorteado 
Viciado em uma só sensação causada pelo aroma de uma só flor.
Já deixei de lado meu relógio para me convencer de que realmente perdi a noção do tempo.
Cadê você? 
Obrigado por você.

Malandro quando se apaixona vira otário.
Malandro, de verdade, sabe que otário é quem não se apaixona.

domingo, 3 de junho de 2012

Persistência

Não. Não há porque agir assim:
Fechar o peito para uma paixão.
Devo entregar o que há em mim
Sem o medo da desilusão.
Navegar no mar de sonhador,
Se deixar levar meu coração.
Nesse desafio encantador,
Fazer do desejo uma razão
E, para enfeitar meu destino,
Serei como um menino
Dando asas à imaginação.
Desvendar feito um peregrino
Esse longo caminho de fascinação.

"E vou viver amor
 E esquecer a dor
 que, um dia, tanto me fez sofrer."

domingo, 29 de abril de 2012

Soneto da esperança


Às mães dos desaparecidos nos “anos de chumbo”

É hoje mais um dia
Como todos já foram
Mesmo que os sonhos morram
Será a mesma agonia

Hoje eu estou do seu lado,
Mãe que só de pensar chora,
Cansada, não vê a hora
De encontrar seu filho amado

Foi sua cria, para muitos um herói,
Lutar pela liberdade,
Exposição da verdade
Que ao mundo constrói.

Mas pela ganância de poucos,
O chorar e o sofrer de muitos
Não pôde concluir seus intuitos:
Livrar o mundo dos loucos.

Sua vida sem um porque foi ceifada.
Apagado das histórias.
Do livro de memórias
Sua pagina foi arrancada.

Chore mãe, chore.
Um dia eles podem te ouvir.
E mesmo que muito demore
A sentença (“alívio?”) pode vir.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Não se trata de simbolo, apenas

Santa lei deficiente

Imagine o martírio das correntes,
as dores e marcas nos pulsos.
Doem além da carne, o espírito.

Pense, todo o esforço e empenho
de seu trabalho render frutos
que você não merece.

Viver em grandes pastos e extensões,
 mesmo assim não poder andar.
Ser tido como um sem alma,
sem pátria, sem razão, sem dignidade.

Socorro, quem há de providenciar?
A quem pedir ajuda?
Pena de mim!
O que será que não sou,
se os meus deuses são demônios?

De animal a enfezado,
já recebi vários títulos.
Dentre todos, os melhores eram:
finado ou pobre coitado.

Mas, até que enfim, isso acabou.

Por interesses ou não.
Reconhecimento, pena, culpa 
ou remorso, talvez.

Dizer que esta lei não tem valor?!
Você pode até saber o que é a liberdade,
mas não tem a mínima noção do que são as correntes.

Com todos os efeitos e defeitos, obrigado, princesa.

Ass.: o homem

quarta-feira, 14 de março de 2012

Emblema

Erga-te, coração!
Não definhes em terras estranhas.
Não deixe de lados tuas artimanhas.
Finque tua bandeira, emoção!

Levanta-te, fonte tola de esperança!
Não tenhas medo,
se o perigo não te alcança.

Bata, vibre, pulse: viva!
"És minha viga", diz o sonhar.
Quando ressurgires,
junto a ti virá o amor de vez
então não haverá dor. Talvez.

De todas as emoções que se vive,
dos rancores e amores que se cative,
é saber que em tua vida fizeste emblema
e encontra-se em tua lápide:
"Valeu a pena."

segunda-feira, 12 de março de 2012

Carol

Ela é, se não tudo,
O mundo e um pouco
                     [mais...

Amor que segue á luz.
Imagino-me poeta,
só por um instante,
na multidão de suas
letras.
E expresso-me nas rimas
Da letra de um cantante.

Negra, Negra é...

Dê-me seu perfume.
Basta um simples sorriso,
e já me leva ao ciúme
                   [ de mim, até.

Da minha sonhada vida
nada sei ou espero;
Nada do mundo
que não seja tão profundo
como seu olhar sincero.

De uma noite sem fim

Só para saber. A noite é baixa:
A solidão se faz minha companheira
O mundo, mesmo com vida, é morto.
Em saber que, mesmo perto, estás longe,
Tudo é dor.

O vento!? Esse não é amigo:
Abraços frios, secos e sem tom.

As nuvens fecham seus olhos para mim;
As estrelas se escondem para rir de tudo.
Mas tenho olhos, tenho esperança:
Cada malvado passo que ouço não é o seu - Maldição! 
No entanto, o fogo de sua memória é tolo:
Faz-me resistir.
Insisto; sei que não é bobagem; não vou desistir. 
Enquanto você, ao menos em minhas memórias sorrir,
Serei todo, serei fogo, terei asas: serei seu.

Teatro Nelson Rodrigues,
onde minha vida não vivi.
Mas, ao mirá-la outra vez,
Minha morte morrer eu senti.
E se isso é tudo? Não 
Tal palavra foi feita só para ela.

sábado, 10 de março de 2012

Sonho

De sonhar morreu o louco
E de amar, o poeta.
E eu, o tanto de louco que sou por ti,
Faço-me poeta. 
Pois sonho um dia
Morrer de amor em teus braços
Para que faça dos meus passos
Um caminho sem volta
Rumo aos teus afagos.

O verdadeiro cego

"Cego é quem não ver o som das cores frias e fortes
de um rosto de dor, e não ouve os gritos ensurdecedores
das lagrimas de um coração que sangra."

Apenas um fantoche

...E pergunta um duvidoso:
- O 'qué' uma poesia?
Passados minutos, o vento responde:
 - Apenas um mero capricho da inspiração.
   Essa sim é quem é o tocante.
- Mas... E o poeta, meu senhor?
- Ah, esse é apenas um fantoche nas mãos da emoção.