domingo, 4 de junho de 2017

Perigo



Pensando bem, flor pode ser uma combinação perigosa: cor, beleza, perfume e nenhuma proteção.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Barreiras

Desejo sutil que se embrulha no papel do tempo
Simples, mas constante, brisa perene.
Crime. Pecado. Natureza.
Vontade. Poesia. Canção? Medo.
Medo de punição ou medo de se punir
sucumbindo à pressão?
Desejo. Expectativa. Sangue, suor e saliva.
Ou apenas um rio que tentamos conter
com barreiras já bastante danificadas,
mas que parecem que não vão desabar?

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Saudade

Saudades tuas,  praieira.
Saudades tua, morena.
Gigante pequena
Teu cheiro, tua cor, teu suor, teu amor
Tua dança, teu som, tua voz, calor
Quando sopra doce vento em meu pescoço
Eu me misturo ao seu ar e me perco em seu dorso
Só quero teu colo quente, quente como seu sangue
tua pele nos rios, nas praias, no mangue
teus braços, abraços, espaços, compassos, amassos  
Cada instante que eu me completo de ti
Nem que seja em sonhos ou pensamentos
Que em todos os momentos me perguntam por que parti.

Saudade...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

De verso, diverso, de ver são, de versão.

Amigo, amigo, a rua é grande.
E ainda existem as calçadas, não precisa caminhar junto a ninguém.
Nem seguir o rastro de quem já passou e pode estar aquém
Também não se incomode se faz seu caminho sozinho
Podemos seguir por onde quisermos, se quisermos, no saptinho.
A rua é larga, não há porque cruzar o caminho de ninguém.
Existem ruas e infindáveis ruas; para mal, para bem e para além.
Existem verdades e inverdades ocultas e nuas, feitas ou cruas.
Se quiser, escolha as suas.
A mente de ideias é um moinho.
Com todo o respeito, amigo,
Mas há muito mais que um só caminho.  


                                                                       22/09/2016

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando se calaram

"Quando se calaram os sinos,
 Se calaram as Igrejas,
 Os narradores,
 Os estádios,
 Os egos,
 Aí então começamos a nos ouvir uns aos outros"

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moça


Moça 






Foi num dia branco de Geraldo
Bem no largo do amparo de Alceu
Quando lhe viu entre os becos de Olinda
Meu coração então se perdeu
E eu caminhei por entre os becos veloz
E eu viajei ao som da sua voz

Moça, ah ah. Moça.......aha

Seu sorriso marcou meus sentidos
O tempo todo não paro de pensar
Queria tanto rever o seu brilho
E nos seus braços fazer meu lugar
Eu quero ter você perto de mim
Eu quero me perder sobre o seu corpo sem fim
E lhe amar sem ter medo
E desvendar os seus segredos

Moça, ah ah. Moça....aha




Composição: Romeu Silva 
Voz e Violão
Produção: Victor KR

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Amem

O amor é tão senhor de si e presente
Que nada ocupa o seu lugar.
De sorte que mesmo quando
Ele se vai - se  possível for-
Nada ocupa o seu lugar,
A não ser o amor outra vez.
Quando se ama
tem-se uma sensação de eternidade.
Presente ou ausente, paradoxalmente,
O amor está ali sempre.
Amem.